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O que é uma interface para implantes ou TiBase?

Entenda o que são interfaces e TiBases, suas indicações e o passo a passo da técnica cimentada-parafusada com retrievabilidade.

9 min de leitura
Etapa laboratorial de prótese sobre interface para implante

Interface, TiBase e link são nomes usados para o pilar que recebe uma restauração cimentada, mas mantém o acesso ao parafuso. Essa técnica combina cimentação da estrutura ao pilar com a possibilidade de remover o conjunto por meio do parafuso protético.

Interface, TiBase e link são a mesma coisa?

Na rotina protética, os três termos são utilizados para componentes com função semelhante. Eles podem atender próteses unitárias ou múltiplas em fluxos convencional, digital ou híbrido.

Mais importante do que o nome é a técnica: a estrutura é cimentada ao pilar preservando um canal de acesso ao parafuso de retenção.

Quais são as principais vantagens?

  1. Possibilidade de assentamento passivo da estrutura.
  2. Retrievabilidade para manutenção do conjunto.
  3. Conexão usinada em titânio preservada durante a produção da estrutura.
  4. Aplicação em fluxos CAD/CAM, convencionais ou híbridos.
  5. Disponibilidade de diferentes alturas, geometrias e soluções estéticas.

Quando a interface pode não ser indicada?

Pouca altura interoclusal pode reduzir a área disponível para cimentação. Implantes com divergência extrema também podem limitar a seleção dos pilares e dificultar a criação de acessos favoráveis.

A indicação deve considerar retenção, espaço protético, passividade, eixo de inserção e possibilidade de manutenção futura.

1. Selecione e posicione o pilar

Escolha a interface compatível com o implante e com a restauração. Posicione-a intraoralmente ou no modelo-mestre e, quando necessário, faça ajustes dimensionais sem perder o eixo de inserção.

2. Produza a estrutura preservando o acesso

No fluxo convencional, o enceramento e a fundição devem manter aberto o canal de acesso à interface. No fluxo digital, a mesma lógica é incorporada ao planejamento CAD e à fabricação por fresagem ou manufatura aditiva.

3. Prepare as superfícies para cimentação

Faça o tratamento mecânico e químico indicado para o pilar, a estrutura e o cimento escolhido. Proteja o orifício do parafuso no pilar e vede temporariamente o acesso na prótese para impedir a entrada do adesivo.

4. Cimente e libere o canal do parafuso

Aplique o cimento no interior da restauração e assente-a sobre a interface. Remova a vedação provisória, retire o material de proteção do canal e confirme que a chave passa livremente antes da cura completa.

5. Remova excessos e faça a instalação final

Após a cura, desparafuse o conjunto para remover e polir os excessos de cimento com acesso direto à linha de união. Faça a assepsia, utilize o parafuso indicado e aplique o torque conforme as instruções do fabricante.

Finalize protegendo o parafuso e restaurando esteticamente o orifício de acesso.

Principais pontos

  1. Na rotina protética, os três termos são utilizados para componentes com função semelhante. Eles podem atender próteses unitárias ou múltiplas em fluxos convencional, digital ou híbrido.
  2. Possibilidade de assentamento passivo da estrutura.
  3. Pouca altura interoclusal pode reduzir a área disponível para cimentação. Implantes com divergência extrema também podem limitar a seleção dos pilares e dificultar a criação de acessos favoráveis.
  4. Escolha a interface compatível com o implante e com a restauração. Posicione-a intraoralmente ou no modelo-mestre e, quando necessário, faça ajustes dimensionais sem perder o eixo de inserção.
  5. No fluxo convencional, o enceramento e a fundição devem manter aberto o canal de acesso à interface. No fluxo digital, a mesma lógica é incorporada ao planejamento CAD e à fabricação por fresagem ou manufatura aditiva.