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Como remover um parafuso quebrado dentro do implante

Veja uma sequência gradual e conservadora para avaliar e remover parafusos fraturados dentro de implantes dentários.

7 min de leitura
Instrumental utilizado na remoção de parafuso quebrado em implante dentário

Um parafuso fraturado dentro do implante exige calma, diagnóstico e uma sequência de tentativas do método menos invasivo para o mais invasivo. O objetivo é remover o fragmento sem danificar as roscas internas do implante.

Antes de começar: avalie o caso

Lave e seque o interior do implante e faça uma tomada radiográfica. Use uma sonda milimetrada ou lima endodôntica com marcador para estimar a profundidade do fragmento e acompanhar sua movimentação durante as tentativas.

Se não houver experiência com esse tipo de remoção, interrompa o procedimento e busque orientação. Uma manobra precipitada pode deformar justamente as roscas que servem como caminho de saída do fragmento.

Comece pelas técnicas mais conservadoras

  1. Tente girar o fragmento manualmente no sentido anti-horário com uma pequena mecha de algodão presa a um instrumento fino.
  2. Utilize uma sonda exploratória bem afiada para localizar pontos de retenção na superfície fraturada e conduzir o fragmento lentamente para fora.
  3. Uma ponta de ultrassom customizada e muito fina pode seguir o mesmo princípio, sempre com controle e irrigação.
  4. Uma cânula fina, sulcada com disco ultrafino, pode funcionar como uma sonda de múltiplos pontos de contato.

Quando usar um retriever

Se as abordagens manuais não resolverem, um retriever específico pode atuar em parafusos fraturados ou cavidades espanadas. O resultado depende de um furo central preciso na alma do fragmento, seguido do alargamento compatível com o instrumento.

Guias de perfuração ajudam a centralizar a broca e reduzem o risco de atingir a parede interna do implante. Essa etapa deve ser planejada de acordo com a conexão e o diâmetro disponíveis.

Manobras invasivas são o último recurso

Quando a fratura também deformou as roscas, pode ser necessário destruir cuidadosamente a alma do fragmento, remover suas espiras e recuperar a rosca com o macho de tarraxa correspondente. A execução deve ser manual, controlada e sem força excessiva.

Como referência técnica, roscas de 1,4 mm, 1,6 mm, 1,8 mm e 2,0 mm costumam exigir brocas de aproximadamente 1,1 mm, 1,3 mm, 1,5 mm e 1,7 mm, respectivamente. A compatibilidade deve ser confirmada antes do procedimento.

Resumo prático

  1. Documente a posição e a profundidade do fragmento.
  2. Avance sempre do método menos invasivo para o mais invasivo.
  3. Evite iniciar diretamente com brocas ou força excessiva.
  4. Use guias e instrumentos compatíveis com o sistema do implante.
  5. Solicite suporte técnico quando houver dúvida sobre a execução.

Principais pontos

  1. Lave e seque o interior do implante e faça uma tomada radiográfica. Use uma sonda milimetrada ou lima endodôntica com marcador para estimar a profundidade do fragmento e acompanhar sua movimentação durante as tentativas.
  2. Tente girar o fragmento manualmente no sentido anti-horário com uma pequena mecha de algodão presa a um instrumento fino.
  3. Se as abordagens manuais não resolverem, um retriever específico pode atuar em parafusos fraturados ou cavidades espanadas. O resultado depende de um furo central preciso na alma do fragmento, seguido do alargamento compatível com o instrumento.
  4. Quando a fratura também deformou as roscas, pode ser necessário destruir cuidadosamente a alma do fragmento, remover suas espiras e recuperar a rosca com o macho de tarraxa correspondente. A execução deve ser manual, controlada e sem força excessiva.
  5. Documente a posição e a profundidade do fragmento.