Para preservar o ajuste usinado de UCLAs e cilindros de cobalto-cromo (CoCr), o ponto central é proteger a conexão implantar e a porção transmucosa durante a limpeza. O jateamento deve ser seletivo: óxido de alumínio no corpo da estrutura e esfera de vidro nas áreas usinadas sensíveis.
Por que UCLAs e cilindros podem apresentar folga após o laboratório?
Folgas, rotação ou alterações no encaixe podem surgir quando a conexão usinada é submetida a jateamento abrasivo intenso ou prolongado. A sobre-fundição e as queimas cerâmicas exigem limpeza, mas a técnica e o abrasivo precisam variar conforme a região da peça.
O óxido de alumínio remove material por abrasão. Quando aplicado diretamente e sem controle sobre a conexão implantar ou o transmucoso, pode alterar a geometria produzida na usinagem e comprometer o assentamento final.
Quais áreas precisam ser protegidas?
- Conexão que se encaixa no implante ou no pilar.
- Geometria indexada das UCLAs antirrotacionais.
- Porção transmucosa originalmente polida.
- Superfícies críticas para assentamento e estabilidade protética.
1. Desinclusão e remoção inicial do revestimento
Após a sobre-fundição e a desinclusão do anel, remova manualmente os resíduos maiores de revestimento. Em seguida, separe os sprues e prepare o bloco de peças para o tratamento de superfície.
Essa limpeza inicial reduz o tempo necessário de jateamento e, consequentemente, a exposição das áreas usinadas aos abrasivos.
2. Jateamento seletivo no corpo da estrutura
No corpo da prótese e nas áreas que receberão acabamento, pode-se utilizar óxido de alumínio de 110 µm a 60 psi para remover resíduos do revestimento, conforme o protocolo laboratorial apresentado.
Direcione o jato apenas às regiões que realmente precisam de limpeza. Evite atingir a conexão implantar e a porção transmucosa com óxido de alumínio.
3. Limpeza da conexão e da porção transmucosa
Nas áreas usinadas sensíveis, utilize esfera de vidro de 50 µm a 60 psi. O impacto esférico promove uma limpeza menos abrasiva do que o óxido de alumínio e ajuda a preservar a geometria do componente.
Mesmo com esfera de vidro, mantenha distância, tempo de exposição e pressão controlados. O objetivo é limpar a superfície, e não modificar sua textura ou dimensão.
4. Oxidação da liga e aplicação da cerâmica
Para o protocolo descrito, realize o ciclo de oxidação da liga a 960 °C durante um minuto. Depois, prossiga com as queimas de opaco e cerâmica previstas para o sistema utilizado — por exemplo, três queimas de opaco e três de cerâmica.
Temperaturas e ciclos devem ser confirmados com as instruções da liga, da cerâmica e do componente. A compatibilidade entre os materiais é indispensável para um resultado previsível.
5. Acabamento final após as queimas
Depois das etapas térmicas, não faça jateamento agressivo com óxido de alumínio sobre a conexão. Se houver necessidade de remover opaco em um ponto localizado, aplique apenas um toque leve de óxido de alumínio de 110 µm a 40 psi.
Finalize com esfera de vidro de 50 µm a 60 psi, sempre de maneira suave e controlada, preservando a conexão e o acabamento da porção transmucosa.
Resumo do protocolo de jateamento
- Corpo da estrutura: óxido de alumínio de 110 µm a 60 psi.
- Conexão e transmucoso: esfera de vidro de 50 µm a 60 psi.
- Limpeza localizada pós-queima: toque leve de óxido de alumínio de 110 µm a 40 psi, somente se necessário.
- Acabamento pós-queima: esfera de vidro de 50 µm a 60 psi.
- Evite exposição contínua, curta distância e direcionamento do abrasivo para o encaixe usinado.
O que se espera ao preservar a conexão usinada?
A execução cuidadosa ajuda a manter a superfície transmucosa e a anatomia da conexão produzidas em fábrica. Isso favorece o assentamento, reduz o risco de folgas introduzidas durante o processamento laboratorial e contribui para a estabilidade do conjunto protético.
O protocolo de superfície, porém, não substitui a verificação da compatibilidade dos componentes, o assentamento passivo, o torque correto e o acompanhamento clínico.
Conclusão
UCLAs e cilindros de CoCr exigem tratamentos diferentes no corpo da estrutura e nas áreas usinadas. A limpeza seletiva permite remover o revestimento e preparar a cerâmica sem expor desnecessariamente a conexão a abrasivos agressivos.
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Principais pontos
- Folgas, rotação ou alterações no encaixe podem surgir quando a conexão usinada é submetida a jateamento abrasivo intenso ou prolongado. A sobre-fundição e as queimas cerâmicas exigem limpeza, mas a técnica e o abrasivo precisam variar conforme a região da peça.
- Conexão que se encaixa no implante ou no pilar.
- Após a sobre-fundição e a desinclusão do anel, remova manualmente os resíduos maiores de revestimento. Em seguida, separe os sprues e prepare o bloco de peças para o tratamento de superfície.
- No corpo da prótese e nas áreas que receberão acabamento, pode-se utilizar óxido de alumínio de 110 µm a 60 psi para remover resíduos do revestimento, conforme o protocolo laboratorial apresentado.
- Nas áreas usinadas sensíveis, utilize esfera de vidro de 50 µm a 60 psi. O impacto esférico promove uma limpeza menos abrasiva do que o óxido de alumínio e ajuda a preservar a geometria do componente.

