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Como trabalhar com UCLAs e cilindros de CoCr sem perder o ajuste usinado

Conheça o protocolo de limpeza, jateamento e ceramização de UCLAs e cilindros de cobalto-cromo para preservar a conexão protética usinada.

7 min de leitura
UCLAs, cilindros e parafusos protéticos LockFit em cobalto-cromo

Para preservar o ajuste usinado de UCLAs e cilindros de cobalto-cromo (CoCr), o ponto central é proteger a conexão implantar e a porção transmucosa durante a limpeza. O jateamento deve ser seletivo: óxido de alumínio no corpo da estrutura e esfera de vidro nas áreas usinadas sensíveis.

Por que UCLAs e cilindros podem apresentar folga após o laboratório?

Folgas, rotação ou alterações no encaixe podem surgir quando a conexão usinada é submetida a jateamento abrasivo intenso ou prolongado. A sobre-fundição e as queimas cerâmicas exigem limpeza, mas a técnica e o abrasivo precisam variar conforme a região da peça.

O óxido de alumínio remove material por abrasão. Quando aplicado diretamente e sem controle sobre a conexão implantar ou o transmucoso, pode alterar a geometria produzida na usinagem e comprometer o assentamento final.

Quais áreas precisam ser protegidas?

  1. Conexão que se encaixa no implante ou no pilar.
  2. Geometria indexada das UCLAs antirrotacionais.
  3. Porção transmucosa originalmente polida.
  4. Superfícies críticas para assentamento e estabilidade protética.

1. Desinclusão e remoção inicial do revestimento

Após a sobre-fundição e a desinclusão do anel, remova manualmente os resíduos maiores de revestimento. Em seguida, separe os sprues e prepare o bloco de peças para o tratamento de superfície.

Essa limpeza inicial reduz o tempo necessário de jateamento e, consequentemente, a exposição das áreas usinadas aos abrasivos.

2. Jateamento seletivo no corpo da estrutura

No corpo da prótese e nas áreas que receberão acabamento, pode-se utilizar óxido de alumínio de 110 µm a 60 psi para remover resíduos do revestimento, conforme o protocolo laboratorial apresentado.

Direcione o jato apenas às regiões que realmente precisam de limpeza. Evite atingir a conexão implantar e a porção transmucosa com óxido de alumínio.

3. Limpeza da conexão e da porção transmucosa

Nas áreas usinadas sensíveis, utilize esfera de vidro de 50 µm a 60 psi. O impacto esférico promove uma limpeza menos abrasiva do que o óxido de alumínio e ajuda a preservar a geometria do componente.

Mesmo com esfera de vidro, mantenha distância, tempo de exposição e pressão controlados. O objetivo é limpar a superfície, e não modificar sua textura ou dimensão.

4. Oxidação da liga e aplicação da cerâmica

Para o protocolo descrito, realize o ciclo de oxidação da liga a 960 °C durante um minuto. Depois, prossiga com as queimas de opaco e cerâmica previstas para o sistema utilizado — por exemplo, três queimas de opaco e três de cerâmica.

Temperaturas e ciclos devem ser confirmados com as instruções da liga, da cerâmica e do componente. A compatibilidade entre os materiais é indispensável para um resultado previsível.

5. Acabamento final após as queimas

Depois das etapas térmicas, não faça jateamento agressivo com óxido de alumínio sobre a conexão. Se houver necessidade de remover opaco em um ponto localizado, aplique apenas um toque leve de óxido de alumínio de 110 µm a 40 psi.

Finalize com esfera de vidro de 50 µm a 60 psi, sempre de maneira suave e controlada, preservando a conexão e o acabamento da porção transmucosa.

Resumo do protocolo de jateamento

  1. Corpo da estrutura: óxido de alumínio de 110 µm a 60 psi.
  2. Conexão e transmucoso: esfera de vidro de 50 µm a 60 psi.
  3. Limpeza localizada pós-queima: toque leve de óxido de alumínio de 110 µm a 40 psi, somente se necessário.
  4. Acabamento pós-queima: esfera de vidro de 50 µm a 60 psi.
  5. Evite exposição contínua, curta distância e direcionamento do abrasivo para o encaixe usinado.

O que se espera ao preservar a conexão usinada?

A execução cuidadosa ajuda a manter a superfície transmucosa e a anatomia da conexão produzidas em fábrica. Isso favorece o assentamento, reduz o risco de folgas introduzidas durante o processamento laboratorial e contribui para a estabilidade do conjunto protético.

O protocolo de superfície, porém, não substitui a verificação da compatibilidade dos componentes, o assentamento passivo, o torque correto e o acompanhamento clínico.

Conclusão

UCLAs e cilindros de CoCr exigem tratamentos diferentes no corpo da estrutura e nas áreas usinadas. A limpeza seletiva permite remover o revestimento e preparar a cerâmica sem expor desnecessariamente a conexão a abrasivos agressivos.

A LockFit disponibiliza UCLAs e cilindros rotacionais e antirrotacionais em CoCr, consultoria técnica e envio para todo o Brasil para itens disponíveis em estoque.

Principais pontos

  1. Folgas, rotação ou alterações no encaixe podem surgir quando a conexão usinada é submetida a jateamento abrasivo intenso ou prolongado. A sobre-fundição e as queimas cerâmicas exigem limpeza, mas a técnica e o abrasivo precisam variar conforme a região da peça.
  2. Conexão que se encaixa no implante ou no pilar.
  3. Após a sobre-fundição e a desinclusão do anel, remova manualmente os resíduos maiores de revestimento. Em seguida, separe os sprues e prepare o bloco de peças para o tratamento de superfície.
  4. No corpo da prótese e nas áreas que receberão acabamento, pode-se utilizar óxido de alumínio de 110 µm a 60 psi para remover resíduos do revestimento, conforme o protocolo laboratorial apresentado.
  5. Nas áreas usinadas sensíveis, utilize esfera de vidro de 50 µm a 60 psi. O impacto esférico promove uma limpeza menos abrasiva do que o óxido de alumínio e ajuda a preservar a geometria do componente.